situações resolvidas! (ou quase…)
não to com muita inspiração pra escrever, mas vamos aos fatos:
- tô feliz.
- não tô tentando me auto-sabotar, como geralmente acontece.
esperem pelo próximo capítulo…
situações resolvidas! (ou quase…)
não to com muita inspiração pra escrever, mas vamos aos fatos:
- tô feliz.
- não tô tentando me auto-sabotar, como geralmente acontece.
esperem pelo próximo capítulo…
TIMING.
é, eu já espalhei pelos ventos: falta timing na minha vida. minha vida não tem timing. se eu fosse comediante, me foderia, porque não tenho timing - e nem meus espectadores.
porque quando é pra ser gostada, sou de uma vez só.
quando é pra vir pessoas decentes na minha vida, vêm de uma vez só.
praticamente uma suruba em que você não come ninguém e nem é comida, porque simplesmente vê muita gente boa junta. ou um cachorro numa avenida: não sabe pra onde correr, porque são muitos carros.
minha alma gêmea a quilômetros de distância quer compromisso, e a outra pessoa (sem citá-la) me deixa com mais E menos dúvidas - assim mesmo, ao mesmo tempo!
a cada momento penso se a tal da alma gêmea não é boa demais pra mim; a qualquer momento eu vou machucá-lo e isso não vai ser justo. eu nunca tinha chorado por motivos amorosos (nem na época fossa-abissal), e ontem chorei só por pensar em machucar alguém como ele.
e a outra pessoa? tá aí. tipo eu: sem saber pra qual lado vai.
a outra pessoa, na verdade, é aquela que sempre esteve do seu lado e você nunca notou. agora quando nota (ou melhor: quando ela se faz notar), é exatamente no momento que tudo estaria se acertando com… a alma gêmea!
e o pior é o seguinte: eu vou me sabotar de uma maneira tão sensacional, que no fim vou acabar jogada às traças.
imagem: anna no chão de casa, com besouros saindo de sua boca; algo assim.
mas agora falando sério, sem dramas, e me defendendo da minha falta de compaixão comigo mesma (prêmio “período mais narcisista numa frase” vai para…ANNA!)
quando eu me encontro é o momento de deixar algo pra trás… e talvez seja isso, e só isso, o problema: ainda não consegui delimitar o que é aquilo que encontrei e o que é aquilo que devo deixar pra trás. parece tudo muito novo e muito velho ao mesmo tempo, fica difícil saber o que não presta mais.
o que é doce eu deixo crescer, em algum lugar que nem eu mesma sei, e quando menos espero percebo que está lá, pra todo mundo ver também! e talvez algo me puxe, como se não fosse digno sentir a doçura de alguém para comigo, e me leve a querer machucar qualquer um - com uma amargura tão intensa quanto a doçura.
e a solidão tá sempre lá, disfarçada.
quanto mais eu penso nisso, pior fico… é enfrentar um fato que odeio em mim mesma: o ímpeto de machucar os outros pra me atingir; e nunca deixar que pessoas boas fiquem comigo - mesmo que elas queiram, e eu queira, e tudo seja perfeito.
“me explica, que às vezes tenho medo. deixo de ter, como agora, quando o vento cessa e o sol volta a bater nos verdes. mesmo sem compreender, quero continuar aqui onde está constantemente amanhecendo.”
abreu, caio f.
você em um rolo tendendo à auto-sabotagem + (o resto da equação foi ocultado por motivo de forças maiores) = em ítens a seguir:
1. três horas (mal-dormidas) de sono.
2. dor de cabeça.
3. desejo de se afogar em álcool.
4. desejo maior ainda de fumar 4 maços.
5. comprar todos os ansíoliticos da farmácia.
e só um bônus:
6. querer bater em todos os envolvidos (inclusive em mim mesma) pela porra da falta de timing! PUTA QUE PARIU!
[edit]
e depois de uma conversa boa demais com um dos envolvidos, tudo ficou ligeiramente melhor.
pensou em como a solidão pode fazer tudo funcionar um pouco melhor; e em como ela poderia se arrepender de pensar assim.
se ocupou em passar situações e diálogos, que nunca aconteceram e nem aconteceriam, em sua cabeça.
voltou para dentro de casa, conversou com os amigos - filosofaram, discutiram, quase uma briga, se entenderam (poucos se compreenderam). coisas de relacionamentos altruístas o bastante para serem egoístas.
ainda pensava em como poderia se arrepender por pensar daquele jeito.
eles quiseram comer, ela não. as conversas continuaram, dessa vez riram mais. às vezes, quando alguém queria entrar em algum assunto polêmico, cada um se defendia como podia: com piadas, com falsas compreensões, ou saindo pra fumar e continuar o assunto engraçado.
ela saiu; e tragou - observou como o filtro ficava amarelo, passou a língua pelos dentes como se fosse sentir de que cor estavam ficando, e riu com quem estava lá fora.
volta e meia incomodava-se consigo mesma. queria se interessar, queria de verdade, mas não dá para se interessar pelo desinteressante.
despediu-se de quem a distraía: pessoas especiais. menos de quem ela queria. e quem disse que se despedir de pessoas queridas é mais difícil?
achou que fosse passar a noite sem dormir; mas quando percebeu já era dia, cara amassada, vontade de tomar um oceano inteiro de água (talvez salgada mesmo).
e a menina se ocupou em fumar, e ver como a fumaça fica tão mais poética na luz do sol - ao contrário dela mesma.
é que o drama ficou pra trás, porque agora não chove mais - memórias ruins não dóem quando há calor.
ontem eu e a henny resolvemos sair - domingo à noite, em campinas, as duas com sérias restrições de lugares. (motivo: homens, óbvio. aliás, sabe quando eu vou ser uma mulher independente e auto-suficiente? nunca! porque no fim, sempre tem alguém pra ditar sua vida. no meu caso, o cara tá ditando sem querer, ou melhor, tá ditando o que não gostaria! huahua)
enfim, fomos parar no fran’s, que tava lotado de gente!
encontramos duas amigas, que foram assistir a atração musical do lugar, uns amigos delas.
as duas últimas solteiras de campinas, então, reparam no cantor e percussionista: lindo, estiloso, charmoso, com uma voz maravilhosa, simpático e…gay. LÓGICO!
o resto da noite foi dedicado a ficarmos pasmas e de coração quebrado com a decepção! hahaha
pelo menos descobrimos um lugar que não nos deprimiu num domingo à noite, tava animado, (com dois caras olhando pra gente, brindando pra gente, e rindo pra gente. e a gente? EW!), rimos muito, falamos besteira, e ainda já arranjamos uma saída pra quinta-feira! woohoo!
big question here:
o que tá acontecendo com o mundo? será que é uma coisa biológica, uma reação da própria espécie? o mundo está superpopuloso, então a biologia se encarrega de fazer mais gays por aí, para que se controle um pouco mais a natalidade. é possível?
ai, não to tão inspirada pra escrever. talvez mais tarde.
sou feito de: sonhos interrompidos, detalhes despercebidos, amores mal resolvidos, choros sem ter razão, pessoas no coração e atos por impulsão.
sinto fallta de:lugares que não conheci, experiências que não vivi, momentos que já esqueci.
eu sou: amor e carinhos constante, distraída até o bastante, não paro por instante.
já: tive noites mal dormidas, perdi pessoas muito queridas, cumpri coisas não-prometidas.
muitas vezes eu: desisti sem mesmo tentar, pensei em fugir para não enfrentar, sorri para não chorar.
eu sinto pelas: coisas que não mudei, amizades que não cultivei, aqueles que eu julguei, coisas que eu falei.
tenho saudade: de pessoas que fui conhecendo, lembranças que fui esquecendo, amigos que acabei perdendo.
mas continuo vivendo e aprendendo.
(medeiros, martha)
sábado, duas opções: sair com amigas solteiras pra falar mal de homem e morrer pra ficar com um ao mesmo tempo; ou sair com o amigo gay pra um lugar muito cool.
pois bem, fomos eu e marco para o piola, lugar onde encontramos o garçom mais gracinha de que se tem notícia, os melhores drinks, as melhores pizzas e as pessoas mais legais de campinas (ok, quase isso).
começamos vendo uma equilavência nossa na mesa ao lado: um gay com sua amiga, falando mal dos outros, óbvio.
voltando à nossa mesa, o assunto principal era planejar em passar nosso e-mail para o garçom. nada feito, então pra onde vamos? o marco dá a brilhante idéia de irmos pro barzinho recém inaugurado onde eu provavelmente encontraria o sr.eu te amo… no fim o bar tava fechado e eu fiquei aliviada.
nesse caminho de ir, já falei pra ele “vamos ter um plano B.”… nãooooo… segundo meu personal gay, “se lá estiver fechado, o cérebro dá um lightning”
as if! hahahahahaha
o lightning que nosso cérebro deu foi ir pro sala lounge. lugar legal, pessoais legais (alternativas e bem vestidas) e música muito boa.
triste notícia: o lugar foi habitado por menores de idade! :S
quando chegamos lá, vimos nossos semelhantes de novo! :O e confirmamos o que era suspeita: ela quer pegá-lo. sabe aquela amiga de gay que fica pegando muito nele, chegando muito perto, falando muito pertinho? pois é. deu pena…
o pior é que ele bebia cada vez mais, pra esquecer da situação (ou pra abstrair, ou pra salvar a amizade, ou pra imaginar o russell crowe no lugar dela).
a noite continuou com a música boa, eu e marco morrendo de vontade de dançar, meu cosmopolitan horroroso, cigarros e amizades novas por causa deles (com dois casais ao lado, dos quais os homens pareciam querer se pegar e dispensar as moças)…
…e eu percebendo que não é de agora: sou fag hag mesmo.
quem é que deixa as amigas pra sair com o amigo gay?
ahhh é muito mais divertido, tem muito mais bom gosto envolvido (melhores lugares, melhores músicas) e o veneno? AAHHHHH o veneno.
de vez em quando uma menina precisa aliviar a concentração de veneno no sangue né?! 8-) e nisso a gente é bom.
whatever, bitches. ser fag hag nunca empatou foda pra mim!
vida desregrada, com sérios déficits orçamentários para manter o ritmo.
quarta: cinema e cervejaria.
quinta: botequim (adicione “gostaria de vomitar só pra ter o que fazer”, porque o lugar tava um porre).
sexta: bar, mais bar, dançar, perseguir (é, perseguir).
sábado: donny tourette sabe o que diz, e de tanto falarem, realmente acho que a música é minha! :D
domingo: café, cigarro e vogue nova.
alguém aí já concluiu meu destino nas férias? isso, dar a bunda pra pagar o que vou ficar devendo.
então é o seguinte: saio com o paquera, ficamos conversando por quatro horas (!) e eu vou descobrindo a cada segundo que ele daria o melhor amigo do mundo. é engraçado, é legal, é sincero (?)… mas cadê o zsa zsa zsu? nada! eu até tento achar um pouco das borboletas no estômago do primeiro beijo, mas NADA! elas morreram e foram digeridas.
no dia seguinte, percebo que o paquera está realmente interessado (ao contrário com o que a espécie feminina está acostumada, ele ligou, minha gente! ligou!).
e mais: liga a cada dois dias, manda msgs do tipo “estou pensando em você”. todo dia que vai sair, liga para eu ir junto.
e numa conversa casual no msn, o cara resolve falar que me adora. é, legal, válido. eu só dou uma risadinha alegre e mando um “:-}” que quer dizer “ah que bonitinho, mas não posso dizer o mesmo”.
depois de três dias, ele aparece me mandando um “eu te amo, não esquece de mim” - quatro possibilidades aqui:
1. o cara é MUITO passional, se joga mesmo.
2. ele quer me comer e acha que “eu te amo” já vai fechar o contrato.
3. ele é um maníaco do tipo que já tem um mural de fotos minhas, sabe onde eu moro (tá, ele sabe porque me trouxe em casa) e tem uma mecha do meu cabelo em um pequeno altar que fez pra mim.
4. ele usa o “eu te amo” no dia-a-dia. “me dá uma licencinha? eu te amo.”; “opa, quanto custa esse bolo? ah, 20 reais? eu te amo.”
- eu espero que seja a última opção. não vou nem me aventurar a explicar, é fato.
ah, e posso adicionar um detalhe? eu já deixei mais do que claro que eu tenho um problema enorme, praticamente auto-sabotador, coisa de quem não gosta de si mesma, um rombo na triste vida de uma garota: eu fujo de relacionamentos sérios. fica sério? tchau. eu te amo? adeus.
(ps: não sou tão problemática assim, porque já expliquei que com a minha alma-gêmea, que mora convenientemente a quilômetros de distância, citada no post anterior, eu casaria.)
agora, todo mundo junto cantando a música tema da minha vida:
meu amor
eu preciso te dizer uma coisa
não é boa, nem má, é uma coisa
é difícil de explicar, é uma coisa
que acontece comigo
eu só sou sentimental quando eu me fodo
não duvide que eu valorizo
o que temos e tivemos é bonito
mas não peça para eu ser tão piegas
de drama no mundo já chega
eu só sou sentimental quando eu me fodo.
se quiser que eu finja, eu finjo
se quiser que eu minta, eu minto
se quiser que eu chore, eu choro
se quiser que eu sinta
me perdoe
eu só sou sentimental quando eu me fodo!
parte 1:
tenho me irritado constantemente com gente que parece um ursinho carinhoso depois do prozac, transando loucamente num daqueles brinquedos cantarolantes da disney, e tomando jurupinga.
é aquele tipo de pessoa que tá dançando conforme a música e quer te levar nos mesmos passos… à força. e se você não tá a fim de dançar, não é porque é um problema unicamente seu, nãoooo! é porque (assim como todas as outras coisas do mundo), você vive em função dessa pessoa, assim sendo, sua indisposição à putaria (a.k.a. felicidade histérica e mascarada) generalizada é simples e pura raiva da pessoa.
“estou triste porque meu pai morreu.” - “não, não. na verdade, você está triste por minha causa! pode falar! o que eu fiz?”
é isso aí gente, vamos todos voltar à época da imaturidade só porque as pessoas querem viver nisso. ser criança machuca menos, acho.
aaaaahhhhh! vamos ter personalidade, amiguinhos? não é porque aquilo que te salvou é verde que você também vai se tornar verdade. você se sentir parte de algo não quer dizer que você realmente seja parte disso; tomem cuidado, porque a gente finge tanto que uma hora acaba acreditando e se perdendo de nós mesmos. clichê, eu sei, mas é verdade.
parte 2:
essa parte eu coloco por dois motivos: porque eu queria escrever pra alguém especial e porque eu quero tentar mudar minha imagem mal-comida lá de cima. huahuahua
porque eu posso passar um dia inteiro pulando, falando pelos cotovelos (e ouvindo pelos cotovelos também) e fazendo brincadeiras que vão pegar no olho com a tamy, e mesmo assim não fico mau-humorada.
é aquela coisa de conversar sem limitações… porque tudo aquilo lá parece tão estagnado, tão egoísta, tão aversivo…
enfim: o que eu faria sem você, tamy? (falando com toda a seriedade!)
e além de tudo, depois de 2 anos, descobrimos que o grande esquema é sentarmos separadas durante o começo e no fim sentar juntas. somos boas alunas e ainda não matamos ninguém no final do semestre, porque ficamos sublimando todas essas pulsões esquisitas em histórias / brincadeiras / desenhos / conversas mais esquisitas ainda.
parte 3:
e agora eu estou lutando contra meu sono profundo (ah, tem mais isso: acho que vou começar a tomar anfetaminas, porque meu sono tá ficando incontrolável) pra conversar com a minha alma-gêmea que mora a alguns quilômetros daqui.
grande dúvida: ele é minha alma-gêmea porque a gente conversa o tempo inteiro e eu nunca canso e não me sinto sozinha ou é minha alma-gêmea exatamente por morar a alguns quilômetros daqui?
parte 4:
auto-sabotagem. é isso, já entendi!
eu passo metade dos posts desse blog reclamando do amor, e quando aparece alguém muito legal, eu simplesmente decido que não tenho química com o tal alguém. um pouco por causa da disposição que o cara apresentou a querer namorar comigo, antes de mais nada. por favor, eu tenho problemas sérios com comprometimento. será que ninguém sacou isso ainda? 21 ANOS! e sempre fugindo!
o fato é que eu passei pelo menos umas quatro horas e meia conversando com a pessoa, e eu não senti aquela vontade hormonal de puxar e beijar logo. simplesmente sentia vontade de conversar mais.
então vem (mais uma) questão: são meus hormonios sexuais que estão defasados e/ou minhas glândulas produtoras desses hormonios é que estão inutilizadas, ou o problema sou eu, pura e simplesmente eu?
…
puta merda! existe alguém nesse mundo que goste menos de mim do que eu mesma? (pergunta retórica, não quero respostas!)
a verdade é que sempre que tem alguém que se torna miraculosamente disponível na minha lista (extensa lista, é verdade) de pessoas que eu gostaria de consumir, quando eu cruzo com essa pessoa, minhas chances de cruzar no sentido menos literal e mais físico da palavra se tornam praticamente nulas - 50% das vezes por minha causa, 50% por causa do ser do outro lado.
não sei de mais nada.
nessas horas eu queria ser um gato. ele já tem má fama por definição (só lembrando: má fama derivada de idiotas ignorantes que acham que animal bom é aquele que baba e depende deles e de seu narcisismo sem tamanho), e não tá nem aí!
ai espera. eu continuo não ligando mesmo.
acho que sou mais gato do que gente.